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Assinatura com dois sobrenomes: como assinar para ficar bonita e rápida
Dois sobrenomes, três maiúsculas, às vezes um hífen, e um campo de assinatura que não cresceu nem um milímetro. Mostramos as quatro soluções que funcionam, e o que observar quando um dos sobrenomes vem do casamento ou é acrescentado depois.
Ter dois sobrenomes é o normal no Brasil e em Portugal, mas na hora de assinar isso traz dois problemas de uma vez. O primeiro é o comprimento: “Beatriz Costa Ferreira” tem quase o dobro de letras de “Beatriz Costa”, e a assinatura ou fica lenta, ou se desmancha no final. O segundo é o destaque: de repente duas maiúsculas disputam a atenção, e o olho não sabe para onde ir. Com sobrenomes compostos, como “Souza e Silva” ou “de Oliveira Santos”, a história se repete. A boa notícia é que dois sobrenomes também rendem uma assinatura rápida e constante, desde que você decida antes qual parte carrega a personalidade e qual só acompanha. Neste artigo vemos o que vale conferir no seu nome oficial, mostramos quatro soluções que funcionam, e falamos do espaço ou hífen entre os sobrenomes, das duas maiúsculas, dos espaços apertados e do que fazer quando um sobrenome chega com o casamento ou é acrescentado depois. Não é orientação jurídica: o que é aceito em cada lugar é sempre definido pelas regras daquela instituição.
Por que é mais difícil assinar com dois sobrenomes?
Uma assinatura funciona bem quando você consegue escrevê-la num único movimento tranquilo e ela sai igual toda vez. Os dois sobrenomes complicam isso em três pontos.
- O comprimento. Quanto mais letras, mais chances de algo sair do lugar. Depois da décima letra, quase toda mão começa a acelerar, e a forma vai escorregando.
- Duas maiúsculas. Cada sobrenome começa com maiúscula e, somando a do nome, de repente são três letras de destaque em sequência. Se as três têm o mesmo peso, a assinatura fica apertada e agitada.
- O espaço ou o hífen. Aquela pequena pausa, ou aquele tracinho no meio do nome, quebra o ritmo. Se cada vez cai num lugar diferente, ou um dia aparece e no outro não, a assinatura nunca sai igual.
- O espaço disponível. A tarja do cartão, os campos dos formulários e a tela do entregador não ficaram maiores só porque o seu nome é comprido.
Nada disso é impossível de resolver. Por trás de cada ponto existe uma decisão simples e consciente, e depois que você a toma, a mão aprende a forma rapidinho.

Primeiro confira: qual é exatamente o seu nome oficial?
Antes de começar a desenhar, pegue a carteira de identidade ou o passaporte e veja exatamente como o seu nome aparece. Esse é o ponto de partida, porque banco, cartório, repartições e contratos vão associar a sua assinatura a esse nome.
- Com ou sem hífen? “Costa Ferreira” ou “Costa-Ferreira”? O mais comum é sem hífen, mas tem quem use, e alguns sobrenomes compostos levam. Na assinatura ele não é obrigatório, mas vale conhecer a forma oficial para decidir com consciência.
- Qual sobrenome vem primeiro? A ordem dos sobrenomes faz parte do seu nome. Vale seguir a mesma ordem na assinatura; senão, o nome impresso e a assinatura não vão bater.
- E o nome, vem antes ou depois? Em português o nome vem antes; em alguns países, como a Hungria, o sobrenome vem primeiro. Na assinatura, o natural costuma ser a ordem em que você escreve seu nome no dia a dia.
Quatro soluções que funcionam, com o mesmo nome
Mostramos as quatro soluções com o mesmo nome, para que só a solução mude. Nenhuma é “a certa”: cada uma funciona bem em situações diferentes e para mãos diferentes.

Os dois sobrenomes por extenso: “Beatriz Costa Ferreira”. A solução mais clara: quem vê lê o seu nome completo na hora. Funciona se os dois sobrenomes forem curtos ou se você assina muitos papéis oficiais em que o nome inteiro importa. O preço é o comprimento: fica difícil em espaços pequenos e, sem prática, o final escapa com facilidade.

O primeiro sobrenome como inicial: “Beatriz C. Ferreira”. Do primeiro sobrenome fica só a maiúscula com um ponto, e o segundo vai por extenso. Os dois sobrenomes não somem, mas a assinatura encurta bastante. Para muita gente, esse é o meio-termo ideal. Se o segundo sobrenome é o que mais importa para você, é esta a escolha.

O segundo sobrenome abreviado: “Beatriz Costa F.”. A lógica inversa: o primeiro sobrenome por extenso e o segundo reduzido a uma ou duas letras. Funciona se a maiúscula do primeiro sobrenome é uma forma bonita e marcante e você quer que ela sustente a assinatura. Garanta que a abreviação tenha sempre o mesmo número de letras, senão cada assinatura sai de um jeito.

Num só movimento: “Beatriz Costa Ferreira”. Aqui quem comanda é a maiúscula do nome, e os dois sobrenomes vêm atrás numa linha longa e fluida. A passagem de um sobrenome para o outro vira só uma breve pausa da caneta. É a forma mais rápida, mas só enquanto a maiúscula continuar reconhecível pelo caminho.
Dois sobrenomes não são o dobro de assinatura. São uma assinatura só, com dois nomes dividindo o espaço.
Entre os dois sobrenomes: hífen, ligação ou um simples espaço?
O que acontece entre um sobrenome e outro é a menor parte da sua assinatura, mas decide se os dois são lidos como um conjunto ou como duas peças. Há três jeitos de resolver isso, e qualquer um serve se você escolher sempre o mesmo.
- 1Um hífen curto e decidido. Se você usa hífen, esta é a opção mais clara: depois do primeiro sobrenome você levanta a caneta, faz uma linha horizontal curta e segue. Sempre do mesmo tamanho e no mesmo lugar, mais ou menos na metade da altura das minúsculas.
- 2Uma ligação. Não há traço separado, e sim uma curva curta que sai da última letra do primeiro sobrenome e vira a maiúscula do segundo. É mais rápido, e os dois sobrenomes parecem uma peça só.
- 3Um pequeno espaço. É o que a maioria faz: sem hífen, os dois sobrenomes vêm um depois do outro com um intervalo curto. É o mais rápido e funciona perfeitamente na maioria das situações do dia a dia.
Seja qual for a escolha, o que conta é a constância. O erro que mais chama atenção não é a falta do hífen, e sim um hífen que uma vez aparece e na outra não, hoje comprido e amanhã um ponto, ou um espaço que às vezes é mínimo e às vezes enorme.

Duas maiúsculas na mesma assinatura
A grande questão de design com dois sobrenomes é qual maiúscula faz o papel principal. Se todas forem igualmente altas e enfeitadas, a assinatura parece feita por duas pessoas no mesmo papel.
- Escolha uma protagonista. Deixe uma maiúscula realmente alta e marcante e as outras mais contidas. Normalmente é a primeira, a que abre a assinatura.
- Abaixe a segunda. Mais ou menos dois terços da altura, e com uma forma mais simples. Assim o olho começa na primeira e simplesmente passa pela segunda.
- A mesma inclinação. As duas maiúsculas devem se inclinar exatamente para o mesmo lado; senão, o nome é lido em dois pedaços.
- Um só arremate, no fim. Não sublinhe cada sobrenome separadamente. Um arremate curto e comum sob o nome inteiro mantém tudo unido.
Como desenhar uma maiúscula passo a passo está explicado em detalhe no artigo sobre a letra inicial. Para escolher o traço final, o artigo sobre arremates ajuda.

Espaços apertados: cartões, formulários, telas
Onde os dois sobrenomes mais sofrem é nos campos de assinatura pequenos. A solução não é espremer tudo, e sim ter uma versão mais curta, treinada antes, que nasça da completa.
- A tarja de assinatura no verso do cartão.
- Campos estreitos de formulários e células de tabelas.
- A tela do entregador e da maquininha.
- Listas de presença e protocolos de recebimento.
- A linha de assinatura de um contrato.
- O campo de assinatura em documentos.
- O banco, onde a sua assinatura fica registrada.
- Cartório e papéis oficiais.
A forma curta deve ser o começo da sua assinatura completa: o mesmo início, a mesma inclinação, só com o segundo sobrenome abreviado ou de fora. Falamos disso em detalhe no artigo sobre espaços pequenos e no artigo sobre formas curtas.

Se um sobrenome vem do casamento, ou você acrescenta um
No Brasil é comum acrescentar o sobrenome do cônjuge ao casar, e também há quem inclua um sobrenome da família em outro momento da vida. Em qualquer caso, a assinatura não fica só mais longa: ela é nova, e vale apresentá-la com intenção. Como adaptar a sua assinatura antiga ao novo sobrenome, explicamos em detalhe em outro artigo.
- 1Guarde o que era seu. Se a sua assinatura antiga começava com o seu sobrenome e você gosta da maiúscula dele, não precisa abrir mão dela. Muitas vezes basta acrescentar o novo sobrenome depois da forma de sempre, numa versão mais curta.
- 2Decida qual sobrenome comanda. Se o novo vem primeiro e vira a primeira maiúscula, a personalidade da assinatura também muda. Tudo bem; só saiba de antemão o que está escolhendo.
- 3Treine antes de ficar oficial. Nos documentos novos, no banco e no trabalho, essa assinatura vai virar a de referência. Ajuda muito se ela já sair naturalmente até lá.
- 4Avise onde for preciso. Onde a sua assinatura estiver registrada, como no banco ou no cartório, pergunte se é preciso cadastrar uma nova. Em trocar de assinatura contamos o passo a passo.
Beatriz Costa Ferreira passou duas semanas depois do casamento testando como assinar o nome novo. Nos primeiros dias escrevia os dois sobrenomes por extenso, e no banco a assinatura mal cabia na beirada do balcão. No terceiro dia já deixava um espaço curto depois de “Costa” e emendava “Ferreira” num só traço, com um arremate pequeno e curto. O “C” grande com laço da assinatura antiga ficou. Quando foi buscar a identidade nova, a forma já estava na mão.

Erros comuns e como corrigir
Os problemas com dois sobrenomes quase sempre vêm dos mesmos poucos erros.
- Uma solução diferente a cada vez. Uma vez completa, na outra abreviada, depois só um sobrenome. Solução: escolha uma das quatro soluções e fique com ela.
- Duas maiúsculas idênticas. As maiúsculas dos dois sobrenomes têm o mesmo tamanho e os mesmos enfeites. Solução: deixe uma comandar e a outra com dois terços do tamanho.
- Um hífen ou espaço que vai e vem. Comprido, depois um ponto, depois nada. Solução: decida como você passa de um sobrenome para o outro e treine até sair sozinho.
- O final se desmancha. O primeiro sobrenome fica bonito, o segundo vira só uma linha ondulada. Solução: abrevie o segundo ou desacelere um pouco no final.
- Sem versão curta. Nos espaços pequenos, a forma completa sai espremida. Solução: treine uma mais curta que nasça da completa.

Uma semana de treino
Depois que você tem a forma, alguns dias de treino curto e diário costumam bastar para a mão escrevê-la sozinha. Isto é um ponto de partida; ajuste ao seu ritmo.
- 1Dias 1–2: devagar, por partes. Escreva os dois sobrenomes separados e depois juntos, com a passagem que você escolheu entre eles. Observe a proporção entre as duas maiúsculas.
- 2Dias 3–4: num só movimento. Escreva a assinatura completa dez vezes, uma embaixo da outra, no seu ritmo normal.
- 3Dia 5: em espaços pequenos. Desenhe retângulos do tamanho de um cartão e escreva a versão curta dentro deles.
- 4Dias 6–7: conferência. Coloque dez assinaturas lado a lado. Se as maiúsculas, a passagem entre os sobrenomes e o arremate estiverem iguais em todas, pronto.
Uma versão mais detalhada, de 21 dias, está no artigo sobre treino. E se você ainda não sabe que estilo gostaria de ter, o teste de estilo sugere um a partir de oito perguntas e mostra o seu próprio nome nele.

A frase que vale levar com você
Com dois sobrenomes, decida antes três coisas: qual maiúscula comanda, como você passa de um sobrenome para o outro e qual é a sua versão curta para espaços apertados. Escreva essas três sempre do mesmo jeito, e até um nome longo vira uma assinatura rápida e constante.
Perguntas
Preciso colocar os dois sobrenomes na assinatura?
Normalmente não. Uma assinatura em geral não precisa reproduzir o seu nome oficial completo letra por letra, mas ajuda se tiver uma ligação reconhecível com ele. Para assuntos oficiais, a forma mais completa é a escolha mais segura; se tiver dúvida, pergunte antes à instituição em questão.
Preciso usar hífen entre os sobrenomes?
Não. Pode ser um traço curto separado, uma ligação ou um simples espaço, que é o mais comum. O importante é usar sempre a mesma solução.
Qual sobrenome deve aparecer mais?
Normalmente aquele com que a assinatura começa e cuja maiúscula tem uma forma bonita e marcante. Deixe o outro com uns dois terços do tamanho e mais simples, para que não disputem.
E se não couber no cartão?
Treine uma versão curta que seja o começo da sua assinatura completa: o mesmo início e a mesma inclinação, com o segundo sobrenome abreviado ou de fora. Use-a nos espaços apertados.
Preciso usar a assinatura nova logo depois do casamento?
Não imediatamente, mas ajuda se a forma já estiver na mão quando você receber os documentos novos, porque a partir daí ela vira a de referência. Onde a sua assinatura estiver registrada, pergunte se é preciso cadastrar uma nova.
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